A Reforma Tributária 2026 está em transição, e muita gente fica confusa sobre como ela muda o Simples Nacional. A verdade: o regime NÃO acaba em 2026, continua existindo, mas as alíquotas e a forma de cálculo mudam gradualmente até 2033. Se você é microempresário, empresário no Simples Nacional ou está considerando entrar, precisa entender o que muda já neste ano e nos próximos.

O que é a Reforma Tributária e como ela afeta o Simples Nacional?

A Reforma Tributária (Lei Complementar 214/2025) substitui os impostos antigos (ICMS, ISS, PIS, COFINS, IPI) por dois novos: o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e o CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços). Isso começou em 2026 em caráter de transição e continuará até 2033, quando os tributos antigos desaparecem completamente.

O Simples Nacional NÃO vai acabar. Ele continua sendo o regime para pequenas empresas, mas as alíquotas vão se ajustar durante a transição para usar os novos tributos.

O Simples Nacional em 2026: como funciona com a Reforma?

Em 2026, as empresas do Simples Nacional continuam pagando DAS com as alíquotas normais, mas com destaque simbólico de IBS (0,9%) e CBS (0,1%) nas notas fiscais — sem recolhimento efetivo ainda.

  • MEI: continua pagando DAS fixo + ICMS (comércio/indústria) ou ISS (serviços).
  • Simples Nacional: continua pagando DAS com alíquota variável de 4,5% a 33,5% conforme CNAE.
  • Nenhuma mudança prática radical em 2026 — você paga mais ou menos no máximo segundo o padrão de ajuste anual.

O cronograma da transição até 2033

A Reforma tem fases:

  • 2026 a 2028: alíquotas teste de IBS/CBS, reduzidas. ICMS, PIS, COFINS continuam em vigor em paralelo.
  • 2029 a 2032: aumento progressivo de IBS/CBS, redução de tributos antigos. Simples Nacional vai se ajustar gradualmente.
  • 2033: extinção total dos tributos antigos. Simples Nacional funciona 100% com IBS/CBS.

Até lá, o Simples continua sendo vantajoso para quem fatura até R$ 4,8 milhões ao ano.

Qual será o impacto na minha empresa?

Para empresas pequenas e médias no Simples Nacional, a transição deve ser gradual — sem choques tarifários. A ideia da Reforma é simplificar, não arrecadar mais. Mas cada CNAE pode ter impactos diferentes:

  • Comércios de produtos importados: podem sofrer mais com o IBS (sobre importações).
  • Serviços: podem se beneficiar, pois CBS pode ser menor que PIS + COFINS combinados.
  • Indústria: depende da cadeia — alíquotas podem variar.

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A gente monitora sua empresa mês a mês e já sabe qual será o impacto dos novos tributos no seu resultado. Se vale a pena continuar no Simples, se precisa planejar para 2029 quando as alíquotas sobem, ou se há estratégia melhor, a gente avisa com antecedência. Você não é surpreendido por mudanças fiscais.

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Perguntas frequentes

Vou deixar de pagar ISS/ICMS em 2026 por causa da Reforma?

Não em 2026. Os impostos antigos (ICMS, ISS, PIS, COFINS) continuam cobrando normalmente. O IBS e CBS começam só como destaque simbólico. A eliminação dos tributos antigos acontece gradualmente até 2033.

A Reforma vai deixar o Simples Nacional mais caro ou mais barato?

Depende. Para alguns segmentos (serviços), pode ficar mais barato. Para outros (comércio de importados), pode subir. Mas a transição é lenta — até 2033 — pra não quebrar ninguém. A gente avalia seu CNAE pra saber se melhora ou piora.

Preciso fazer algo diferente em 2026 na minha empresa por causa da Reforma?

Na prática, quase nada muda em 2026. A nota fiscal já vem com IBS/CBS destacado, mas o pagamento continua o mesmo. Mudanças significativas vêm em 2029 e depois. Por isso é bom ter um contador acompanhando, não deixar pra pensar nisso só em 2033.